O que fazer em Berlim
Berlim expõe a sua história do século XX à vista de todos. Atravesse a Porta de Brandeburgo, detenha-se no comovente Memorial aos Judeus Assassinados da Europa e siga o traçado do Muro de Berlim na East Side Gallery e no Checkpoint Charlie.
Suba à cúpula de vidro do Reichstag (grátis, com marcação), percorra as cinco grandes coleções da Ilha dos Museus e deixe a lendária noite berlinense e os bares junto ao canal assumirem o comando ao anoitecer.
Bairros e onde comer
Kreuzberg e Neukölln são o coração multicultural e da arte de rua; Prenzlauer Berg é território de cafés arborizados, e Friedrichshain é o país dos clubes.
Coma um currywurst e um döner turco-berlinense (inventado aqui), petisque na Markthalle Neun e beba cerveja artesanal ou uma Berliner Pilsner barata num biergarten. As feiras de velharias de domingo servem também de brunch.
Como se locomover e melhor época
Berlim é plana mas enorme — o U-Bahn e o S-Bahn são o mais rápido para a atravessar, com um bilhete recarregável que também cobre elétricos e autocarros; o aeroporto liga-se por S-Bahn e comboio regional. A bicicleta é uma ótima opção no centro plano.
De maio a setembro é quente e cheio de vida ao ar livre; primavera e início de outono são ideais. Os invernos são frios e cinzentos mas baratos e com atmosfera, com bares acolhedores a compensar os dias curtos.
Vale a pena fazer um free tour em Berlim?
Berlim é o argumento mais forte da Europa a favor de caminhar com guia, e o motivo é contraintuitivo: aqui quase tudo o que importa já não está lá. O Muro sumiu quase por completo, o bunker de Hitler é um estacionamento com um painel informativo, o Palácio da República foi demolido. Sem alguém contando o que existia em cada ponto, você atravessa o século XX sem perceber.
Isso também ajusta a expectativa. Um free tour de Berlim é um passeio falado, não uma volta por monumentos. Você vai passar longos minutos em pé sobre uma calçada comum enquanto o guia explica por que aquela calçada importa, e se você queria um desfile de cartões-postais, o ritmo vai parecer lento.
O roteiro clássico, do Portão de Brandemburgo ao Memorial do Holocausto, Checkpoint Charlie e Ilha dos Museus, é o primeiro a fazer. A East Side Gallery, Sachsenhausen e boa parte da arte urbana de Kreuzberg são passeios separados, de S-Bahn ou U-Bahn.
Como funcionam a reserva e a gorjeta em Berlim
Você reserva sem custo e a confirmação indica o ponto de encontro, quase sempre a Pariser Platz, em frente à Academia de Artes ao lado do Portão de Brandemburgo. Os tours de Berlim estão entre os mais longos da Europa, muitas vezes de duas horas e meia a três, então coma antes e passe no banheiro na largada.
A gorjeta é dada no fim e de 10 a 15 euros por pessoa é a faixa padrão em Berlim, em dinheiro. A Alemanha ainda usa muito mais dinheiro vivo do que os vizinhos, então não presuma que o guia consegue passar cartão. Se não for, cancele em vez de deixar a vaga vazia.