O que fazer em Oaxaca
Comece pelo Zócalo, a praça principal de Oaxaca com suas arcadas, e siga pelo Andador Turístico — o trecho de pedestres da rua Alcalá — até o Templo de Santo Domingo de Guzmán, cujo interior barroco dourado é um dos mais suntuosos do México. O antigo mosteiro ao lado abriga hoje o Museo de las Culturas de Oaxaca e seu jardim etnobotânico.
Reserve meio dia para Monte Albán, a capital zapoteca construída num morro nivelado nos arredores da cidade e reconhecida pela UNESCO junto com o centro histórico de Oaxaca. Suas praças, a quadra de jogo de bola e as pedras esculpidas dos Danzantes cobrem mais de mil anos de história pré-hispânica, e a vista sobre os Vales Centrais já justifica o passeio.
Bairros e onde comer
Jalatlaco e Xochimilco são os bairros mais coloridos de Oaxaca, a poucos minutos a pé do centro: ruas de paralelepípedo, fachadas em tons pastel e murais que vão de motivos populares a elaboradas obras do Dia dos Mortos. Os dois recompensam mais quem passeia sem pressa do que quem segue uma lista de pontos turísticos.
Explore o Mercado 20 de Noviembre, onde o enfumaçado pasillo de humo grelha carne na hora enquanto você espera. Peça tlayudas, experimente o máximo que conseguir dos sete moles de Oaxaca, arrisque os chapulines (gafanhotos tostados) se tiver curiosidade, e termine com um mezcal — Oaxaca produz a maior parte do que se consome no México, e pequenos palenques pela cidade servem em doses.
Como se locomover e melhor época para visitar
O centro histórico de Oaxaca é compacto e dá para percorrer a pé, mas a cidade fica acima de 1.500 metros de altitude, então a altitude pode fazer as subidas parecerem mais íngremes do que realmente são. Táxis são baratos e fáceis de achar para distâncias maiores, e o ideal é chegar a Monte Albán com um tour organizado ou de táxi, em vez de a pé.
A estação seca (aproximadamente de novembro a abril) traz dias ensolarados e noites frescas, sendo a época mais agradável para caminhar pela cidade. Se as datas permitirem, planeje a viagem em torno da Guelaguetza, no fim de julho, quando dançarinos de todo o estado de Oaxaca se apresentam em trajes tradicionais — reserve hospedagem e passeios com antecedência, porque a cidade lota rápido.
Vale a pena fazer um free tour em Oaxaca?
O centro histórico de Oaxaca parece simplesmente colonial à primeira vista, mas a pedra cantera verde, o traçado das ruas e até os ingredientes nas cozinhas do mercado carregam uma história zapoteca e mixteca anterior aos espanhóis em mais de mil anos. Um guia costuma ser a única forma de uma visita curta conectar o interior barroco dourado de Santo Domingo às culturas indígenas que ainda moldam o que a cidade come, tece e celebra.
Ele não chega a Monte Albán, o sítio arqueológico no topo de uma colina que sustenta a história zapoteca da região, nem a nenhum palenque de mezcal fora da cidade: ambos merecem meio dia tranquilo próprio, não uma parada emendada numa rota a pé.
O ganho claro é o próprio centro histórico: assim que você entende por que Santo Domingo levou mais de um século e meio para ser construído, e quais barracas do mercado grelham a carne como os moradores realmente pedem, o resto de uma estadia em Oaxaca - uma degustação de mezcal, um passeio às ruínas - tem contexto real sobre o qual se apoiar.
Como funcionam a reserva e a gorjeta em Oaxaca
A reserva é gratuita e a confirmação indica o ponto de encontro, geralmente o Jardín del Pañuelito perto da catedral. Os grupos são reduzidos, então reserve com um ou dois dias de antecedência, especialmente perto do festival Guelaguetza em julho, quando a cidade lota rápido.
A gorjeta é dada no final e você decide o valor: entre 100 e 200 pesos mexicanos por pessoa (cerca de US$5–10) é o padrão local. Notas pequenas funcionam melhor, já que um guia trabalhando nas praças do centro histórico nem sempre consegue trocar uma nota grande.